P:
A franquia reduz o preço do seguro?
R:
Sim. Quanto maior a franquia, menor o custo do seguro.
Assim, você escolhe a combinação mais adequada às suas
necessidades e ao seu orçamento.
P:
O que
define o valor do prêmio?
R:
O
valor do prêmio varia de acordo com o tamanho do risco e o
número de coberturas. Quanto maior o risco, maior o prêmio.
O seguro de uma casa numa região com grande número de roubos
custa mais do que o de outra numa região mais segura. Se o
seguro cobre vários riscos - como incêndio, roubo, danos a
terceiros, responsabilidade civil - vai custar mais caro do
que um seguro simples.
P:
Qual a política de descontos das seguradoras?
R:
As
seguradoras têm tabelas de descontos no valor dos prêmios
para os segurados que não registram sinistros. No caso de
seguro de automóvel, este desconto é chamado bônus. Não
existe uma regra padrão para estes descontos. Cada
seguradora segue um padrão. Na média de mercado, o bônus
para ausência de sinistro vai de 5% a 35%, podendo chegar a
50% em algumas seguradoras. Para seguro residencial, são
concedidos descontos que variam entre 10% e 30%. Por isso,
antes de executar o seguro para cobrir uma garantia, é
preciso fazer uma avaliação para saber se há ou não vantagem
econômica. Considerando a franquia, quando há, e o bônus,
pode ser mais vantajoso não acionar o seguro, arcando
sozinho com prejuízos menores.
P:
O que o
seguro não cobre?
R:
Os
contratos e apólices de seguros costumam trazer também lista
de exclusões de riscos que não são cobertos. Compare a lista
das coberturas com a lista das exclusões, para ver se o
produto realmente atende suas necessidades. As seguradoras
procuram colocar fora do alcance da apólice qualquer evento
que não possa ser medido pelas tábuas estatísticas, ou
eventos improváveis ou de efeitos não avaliáveis, como casos
de guerra, tumultos, revolução, vandalismo e perturbação da
ordem pública. Um seguro de automóveis, por exemplo, não
cobre danos causados em tumultos.
P:
Todo
ano posso ter descontos ao renovar meu seguro?
R:
Os
descontos são uma espécie de incentivo ao segurado que toma
medidas para evitar utilizar o seguro desnecessariamente. O
exemplo mais comum é a concessão de bônus, um tipo de
desconto progressivo a cada renovação sem sinistro.
Atualmente, também os seguros residenciais, empresariais e
de condomínios oferecem descontos na renovação, ou mesmo
descontos na contratação de outras modalidades.
P:
Posso
ter preços diferentes dependendo da seguradora?
R:
Há
muito tempo, seguro era tudo a mesma coisa. Nos últimos
anos, porém, o mercado segurador tem se mostrado um dos mais
competitivos do mundo. Isso leva à criação e lançamento de
produtos e serviços cada vez mais diversificados,
específicos e dirigidos. Por isso, um seguro nunca é igual
ao outro. Assim, na hora de contratar um seguro, conte com a
experiência de seu Corretor para descobrir qual produto e
quais opcionais são mais adequados às suas necessidades. Só
então compare os preços: um seguro aparentemente barato pode
oferecer cobertura insuficiente ou mesmo sair muito mais
caro com as coberturas adequadas.
P:
Como é
calculado o seguro?
R:
O
princípio do mutualismo é a essência do seguro. Através da
contribuição de uma grande massa (quantidade de pessoas ou
empresas da mesma característica) que efetua o pagamento de
seguro, a seguradora aplica estes recursos e pode indenizar
os prejuízos causados por danos contra os bens segurados. O
cálculo do seguro é sempre conseqüência do valor dos
sinistros pagos pela seguradora, que analisa os prejuízos,
freqüência de sinistros e tendências de comportamento do
mercado. O contrato de seguro deve sempre ser formalizado
através de uma apólice na qual estão descritas todas as
características que serviram de base para os cálculos: a
descrição dos bens segurados, seus valores e custo do
seguro, coberturas contratadas, dados da seguradora, etc.
P:
O que
tenho que fazer para renovar meu seguro?
R:
Também na renovação é fundamental que você tenha o
assessoramento do seu Corretor de Seguros, pois ele
acompanhou durante todo o ano seu seguro, a valorização dos
seus bens, as alterações, endossos, sinistros, etc.
Portanto, o Corretor de Seguros é a pessoa que conhece as
melhores condições de renovação. Assim, ele tem condições de
rever com você as alterações do mercado, lançamento de novos
produtos, preços, enfim, tudo que possa propiciar para você
a continuidade do seu seguro garantindo seu patrimônio com
tranqüilidade e segurança.
P:
Eu
posso transferir o bônus de uma seguradora para outra?
R:
Sim. A maioria das seguradoras aceitam bônus de outras
congêneres.
P:
Para
quem pago a franquia?
R:
A
franquia deve ser paga diretamente ao prestador de serviço
que reparou o bem sinistrado (ex.: no caso de seguro de
automóvel, a franquia deverá ser paga na oficina responsável
pela reparação do veículo).
Automovel:
P:
O
que é e para que serve um seguro de automóvel?
R:
O
seguro de automóvel garante uma proteção contra perdas e
danos ocorridos com seu carro em caso de acidentes, roubo ou
furto. Nos casos de: • Roubo ou perda total do veículo, o
seguro deverá substituí-lo por outro, nas mesmas condições
anteriores ao acidente, utilizando para isso o valor
determinado (fixado no momento da contratação do seguro) ou
um valor fixado pela Tabela de Referência, de domínio
público. • Acidentes com colisões simples, o seguro
normalmente pagará o conserto do carro. A maioria das
seguradoras está optando pela utilização da tabela de
referência elaborada pela Fundação Instituto de Pesquisas
Econômicas (FIPE), em convênio com a Federação Nacional das
Seguradoras.
Dica: Hoje, um automóvel é um bem caro e não vale a pena
arriscar seu patrimônio deixando de contratar um seguro.
Atualmente, os seguros de automóveis são muito comuns no
país, sendo responsáveis por 31,07% de todo o mercado de
seguros no país.
Previdencia:
P:
O
que é e qual a importância da previdência privada?
R:
A
previdência privada, ou aposentadoria complementar, tem
ganhado cada vez mais importância. Analisando a realidade,
não é preciso ter tantos argumentos para se convencer da
importância de se fazer um plano de previdência privada. Um
dos pontos a se considerar é que esta é uma tendência
mundial. O avanço na medicina possibilitando uma maior
expectativa de vida e a queda no índice de natalidade faz
com que o número de contribuintes na previdência oficial
seja cada vez menor ao passo que o número de beneficiários
aumenta. Por conta disso, os modelos de previdência social
no mundo estão sendo revistos e cada vez mais as pessoas se
preocupam em obter um rendimento complementar à sua
aposentadoria.
Na prática, os planos de previdência privada funcionam como
um fundo de investimento. O seu dinheiro é reunido com o
dinheiro de outros investidores e o montante formado é
administrado para resultar em uma renda complementar a todos
os participantes. Trata-se de um investimento de longo prazo
onde você irá aplicar uma quantia em dinheiro para garantir
um padrão de vida semelhante ao atual, quando se aposentar.
Um investimento flexível e transparente, onde você pode
acompanhar através de extratos como o seu dinheiro está
sendo aplicado e qual a performance do investimento.
P:
Como funciona um fundo de previdência privada?
R:
Através do fundo de previdência fechado a empresa pode dar
ao seu funcionário a participação em um plano de previdência
que possibilite o recebimento de um benefício maior do que
ele teria se contasse apenas com a aposentadoria oficial.
Apesar das diferenças existentes para cada tipo de plano
escolhido pela empresa, a maioria delas procura obter um
valor de benefício próximo ao do salário recebido pelo
beneficiário durante o período de contribuição. A empresa
que patrocina o plano deve contribuir, por lei, com um
mínimo de 30% da folha do último período fiscal. Essa
contribuição poderá ser maior ou total, dependendo da
empresa. O funcionário contribui voluntariamente com parte
do dinheiro. O benefício é oferecido a todo quadro
funcional. Geralmente as empresas definem o tempo de casa do
funcionário, tempo no plano, há quanto tempo está em
determinado cargo, etc., para confirmar benefícios e mesmo
aplicá-los. Antes de se aposentar, o funcionário também pode
optar por receber o dinheiro que acumulou durante os anos de
trabalho integralmente ou então programar uma renda mensal
vitalícia. Caso sua empresa ofereça um plano de previdência,
saiba que estes planos estão entre as melhores formas de
garantir uma renda na aposentadoria pois os custos para o
participantes são mínimos. Muitos planos permitem que na sua
saída você continue participando desde que assuma como sua a
responsabilidade integral com os custos (a parte que você
contribuía mais a que sua empresa fazia em seu nome).
P:
Quais os modelos de previdência privada existentes no
mercado?
R:
A
previdência privada segue dois modelos: • Fechados (EFPP –
Entidade Fechada de Previdência Privada): Os planos de
previdência privada fechados foram criados pelas empresas
públicas e privadas para dar maior segurança a seus
funcionários com relação ao futuro. Esses fundos fechados
são conhecidos geralmente como fundos de pensão e as maiores
entidades que oferecem esses fundos são aquelas ligadas a
empresas estatais. Os fundos de pensão fechados desempenham
um papel importante no desenvolvimento do mercado de
capitais pois há muito dinheiro investido neles. • Abertos (EAPP
– Entidade Aberta de Previdência Privada): Criados pela
legislação que regula a previdência privada, são planos
oferecidos pelas instituições financeiras e seguradoras para
pessoas que desejam adquirir um plano de aposentadoria
complementar, mas não trabalham em empresas que ofereçam
esse benefício aos seus funcionários (fundos fechados). A
previdência privada aberta é aquela que você poderá
contratar pessoalmente pois qualquer um pode participar
desse tipo de plano, mesmo se você já esteja contribuindo
com um fundo da empresa em que trabalha. As empresas também
contratam os planos de previdência abertos para beneficiar
os seus funcionários.
Seguro
de vida:
P:
O
que é e para que serve um seguro de vida?
R:
Ao
longo de nossa vida estamos sujeitos a diversos imprevistos,
como morte repentina. Neste caso, você já pensou como ficará
sua família? Como serão pagos os estudos de seus filhos, ou
mesmo, como farão para saldar seus compromissos financeiros?
Uma das possibilidades para solucionar esses problemas é
contratar um seguro de vida. O seguro de vida é um contrato
feito entre você e uma companhia de seguros, que estabelece
uma indenização com a finalidade de proteger você e sua
família. Ao contratar um seguro de vida, você estipula na
apólice quem receberá a indenização no caso de sua morte e,
também, quanto você receberá caso venha sofrer um acidente
pessoal e ficar permanentemente inválido, total ou
parcialmente. Você também pode incluir no seu seguro de vida
verbas para cobertura de despesas com assistência médica e
hospitalar, além de diárias por incapacidade temporária.
Você pode ainda contratar um seguro de vida como forma de
garantia de algum tipo de operação financeira ou mesmo por
conta de uma eventual interrupção de suas atividades
profissionais. Você tem vantagens fiscais ao contratar um
seguro de vida, o valor pago pelo seu seguro de vida poderá
ser abatido na declaração de imposto de renda, bem como as
indenizações recebidas. Estas não entram no inventário do
segurado falecido.
P:
Quais os tipos de seguro de vida existentes?
R:
Os
principais tipos de seguro de vida que você encontrará no
mercado são:
• Coletivos: podem ser adquiridos quando você faz parte de
um grupo, são mais baratas e geralmente não preveêm
poupança. Mensalmente, você ou o estipulante é debitado, se
interromper o pagamento do prêmio, deixa de estar coberto
pelo seguro de vida. Geralmente, são contratos válidos por
12 (doze) meses, podendo ser renovados a critério das
partes. Para os seguros de vida em grupo a companhia entrega
a cada segurado um certificado individual de cobertura e a
apólice é entregue ao tomador/contratante.
• Individuais: geralmente são de custos bem mais elevados e
podem ser mais ou menos sofisticados, dependendo do tipo
(risco e/ou resgatáveis). Os seguros de vida individuais não
são renováveis, o preço é acertado pelo segurador pelo
período que você o contratar. Para os seguros de vida
individuais, a companhia contratada fica obrigada a entregar
a você uma apólice de seguros.
• Vida resgatável: neste caso você paga (prêmio do risco de
morte) e, também, paga um excedente de prêmio com vistas a
formar “poupança”. Esta poupança pode ser resgata total ou
parcialmente. Em geral os seguros resgatáveis são
contratados por um período mais extenso (10, 15, 20 ou mais
anos), exatamente para formar poupança. Porém caso você
necessite poderá resgatar parcial ou totalmente. Existem
seguros profissionais que cobrem invalidez temporária,
trata-se de um seguro que pagará uma indenização caso você
tenha que parar de trabalhar devido a uma doença ou
impedimento médico. O seguro de vida individual cobre morte
ou sobrevivência de um único segurado, mas vale também para
casais ou sócios.
Seguro Residencial:
P:
O
que é e para que serve um seguro residencial?
R:
Hoje em dia, aumenta cada vez mais o número de pessoas que
procuram proteger o seu patrimônio adquirindo uma apólice de
seguro residencial. Isso acontece porque aos poucos os
consumidores percebem que as apólices residenciais não
custam caro e podem evitar grandes prejuízos. Além do mais,
as seguradoras estão incrementando o produto, apostando em
novas coberturas e na assistência 24 horas. O seguro
residencial é um tipo de seguro que garante o seu imóvel e
diversos bens móveis contra vários riscos como: • incêndio,
queda de raio ou explosão; • roubo ou furto qualificado de
bens; • vendaval ou chuva de granizo; • danos elétricos; •
queda de aeronaves e impacto de veículos; • quebra de
vidros; • tumultos e greves; • responsabilidade civil
familiar; • despesas de aluguel, mudanças e moradia
temporária. Este tipo de seguro é importante pois, além de
garantir o seu patrimônio contra eventuais fatalidades
externas, você pode ao mesmo tempo proteger uma grande
quantidade de coisas que são indispensáveis para o seu
dia-a-dia como móveis, roupas ou eletrodomésticos, que
também estão sujeitos à possíveis infortúnios.
P:
Quais são as coberturas do seguro residencial?
R:
O
seguro residencial cobre, basicamente, incêndios, queda de
raio dentro da área do terreno ou edifício onde se localizam
os bens segurados e explosão de qualquer natureza (mesmo que
de origem externa, botijão de gás ou qualquer substância
empregada em aparelhos de uso doméstico). Também podem ser
indenizadas as despesas como: providências tomadas para o
combate ao fogo, salvamento e proteção dos bens segurados,
desentulho do local. No entanto, por um preço maior, é
possível incluir outras coberturas opcionais como: • roubo e
furto qualificado de bens com danos ao seu imóvel o seu
conteúdo; • danos em instalações e componentes elétricos
causados a máquinas, equipamentos, aparelhos
eletro-eletrônicos de uso exclusivamente doméstico ou
instalações elétricas de qualquer tipo, decorrente de
variações anormais de tensão, curto-circuito e calor gerado
acidentalmente por eletricidade, descargas elétricas, etc; •
garantia contra danos elétricos causados em conseqüência de
queda de raio, desde que ocorrida fora da área ou terreno do
imóvel; • responsabilidade civil familiar que cobre danos
materiais ou pessoais causados a terceiros por atos
praticados por você, seus dependentes ou empregados; •
garantia de moradia temporária, que cobre o valor da diária
e hospedagem caso você tenha que desocupar o imóvel em
virtude do evento coberto pelo seguro; • quebra de vidros; •
alagamento e enchentes; • desmoronamento e vendaval; •
tumultos ou greves. As seguradoras também oferecem pacotes
fechados com cobertura para todos esses riscos. Em geral
esses pacotes são 25% mais baratos do que se fossem
contratados separadamente. No entanto, eles geralmente
incluem uma série de coberturas que podem não lhe
interessar. Muitas vezes é interessante escolher um pacote
que permita à você optar pelas coberturas contratadas, pois
no final, você poderá economizar com o custo do seguro. As
seguradoras também oferecem coberturas adicionais que
permitem o reembolso para pequenos acidentes. Por exemplo,
se você contratou uma apólice para danos elétricos e seus
eletrodomésticos queimaram em razão de uma oscilação brusca
de energia, a seguradora poderá reembolsar o valor do
conserto.